Você provavelmente já ouviu falar sobre a ansiedade e os sintomas que ela costuma trazer, mas mesmo assim vou dar uma explicação bem rapidinha para chegar aos mascarados.
A ansiedade é um sentimento comum que todos os seres humanos têm.
Ela pode ocorrer diante de uma situação futura sobre a qual sentimos insegurança, como uma apresentação na faculdade ou no trabalho, quando alguém que gostamos adoece, ou se temos que tomar uma decisão importante, por exemplo.
Também costuma aparecer quando pensamos em momentos futuros que desejamos muito que aconteçam, como uma viagem planejada, um casamento, a chegada de um bebê, uma promoção no trabalho, entre tantas outras situações.
Mas consideramos que a ansiedade se torna uma patologia quando ela não está mais associada a eventos pontuais, e passa a ser muito frequente por um longo período de tempo (alguns meses).
A ansiedade passa a fazer parte da rotina e traz com ela sintomas físicos, que podem ser: coração acelerado, falta de ar, alteração na pressão arterial, suor excessivo, apetite excessivo ou ausente, insônia, entre outros. Esses sintomas são característicos e logo associados a um possível transtorno, se manifestando especialmente em momentos de crise.
Mas antes de chegar ao estado patológico e às crises, temos outros sinais que podem ajudar a identificar que há um desequilíbrio apontando para a ansiedade. Esses sinais que eu estou chamando aqui de sintomas mascarados, porque muitas vezes são tratados como “coisas normais” ou como outras doenças, sem perceber a relação com o sentimento ansioso.
Esses são alguns deles:
- Roer as unhas;
- Coceira pelo corpo sem causa evidente;
- Enxaqueca frequente;
- Pequenas auto lesões, como puxar as peles das unhas, puxar pelos do braço, cutucar as orelhas;
- Tensionar a mandíbula ao longo do dia e ranger os dentes dormindo (bruxismo);
- Tensões musculares sem causa evidente.
A frequência desses comportamentos ou sensações podem indicar a presença de uma ansiedade que foge ao natural e caminha para tornar-se um transtorno. É importante lembrar que é necessário também consultar um médico para identificar ou descartar causa fisiológicas.
Se você identificou no seu cotidiano a presença de sintomas característicos ou mascarados, não hesite, marque o quanto antes a sua consulta psicológica e cuide da sua saúde mental!
Ana Claudia Marques
CRP 05/46421

